Movimento #EuPlantei: Já pensaste em doar uma árvore?

14 abril 2016

O Rock in Rio vai plantar um milhão de árvores na Amazónia. Mas com a ajuda de todos a organização do evento de música e entretenimento e a E-Solidar querem chegar aos três milhões de árvores plantadas. O movimento faz parte do projeto Amazónia Live.

Ao contribuir para a reflorestação da mais importante reserva de biodiversidade do mundo, conhecida como o “pulmão do mundo”, a Amazónia, estás a ajudar a combater as alterações climáticas em todo o mundo.

Em Portugal, a campanha de doações arrancou no dia 6 de abril e está disponível em www.esolidar.com/rockinrioamazonialive. Na plataforma, é possível doar árvores, permitindo assim que a população se envolva nesta causa, ajudando a aumentar a área reflorestada.

O investimento total nesta iniciativa será de quase 7 milhões de euros, incluindo custos de plantação, assistência técnica, monotorização e gestão, campanhas de media, produção do espetáculos e custos logísticos.

“Este é o grande investimento de uma empresa privada que pensa num retorno direto para o planeta e não para uma causa própria. E o investimento não será apenas financeiro, mas também uma união de esforços, com o envolvimento de figuras públicas e anónimos em prol de uma causa social e ambiental”, afirma Roberto Medina, Presidente do Rock in Rio.

A iniciativa do Rock in Rio para a plantação de árvores conta já com parceiros como Itaú, Manaus Luz, Manaus Ambiental (responsável pela captação e tratamento de águas na região) Banco Mundial, Universidade Estácio de Sá e a companhia aérea Gol. Além do um milhão de árvores garantido pelo festival, os parceiros também se comprometeram com a causa, subindo este número para os 2,1 milhões. A Universidade Estácio vai doar 100 mil árvores e mobilizar 500 mil alunos e 15 mil colaboradores a fazer o mesmo.

Para este projeto, o Rock in Rio associou-se a uma equipa de peso, garantindo assim o melhor resultado. A parceria envolve o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO) e o Instituto Socioambiental (ISA) e visa contribuir para a restauração florestal, para a recuperação das nascentes e matas nas margens dos rios e ainda gerar rendimentos, de forma participativa e inclusiva, para as comunidades locais.

Para a plantação das árvores será utilizado um mix de sementes chamado de muvuca, uma técnica escolhida e aprimorada pelo ISA para reproduzir o processo natural da floresta. Esta técnica utiliza sementeiras diretas e a experiência dos plantadores de árvores do Xingu-Araguaia prova que semear diretamente no chão, no seu local definitivo, é o melhor método para a maioria dos diversos tipos de árvores. Durante os três primeiros anos após a plantação serão publicadas notícias e relatórios técnicos sobre a situação das árvores e da floresta recuperada, garantindo transparência e monotorização para quem acreditou nesta causa. 

“As melhores soluções são criadas de maneira partilhada e em Rede. Este é o ensinamento do nosso grande parceiro, a Rede de Sementes do Xingu. Nós, do ISA, e os mais de 420 coletores de sementes estamos animados com o desafio de plantar um milhão de árvores no coração do Brasil. Mas também muito empenhados em espalhar a mensagem de alerta sobre os riscos que a Amazónia enfrenta neste momento e o papel de cada pessoa nas questões socioambientais”, afirma Rodrigo Junqueira, do ISA. Segundo ele, a Amazónia é responsável pelo controlo climático global e é a renovadora atmosférica da poluição causada pelo homem. “Sem ela, a capacidade de retirar o dióxido de carbono atmosférico ia concentrar-se unicamente no oceano, aumentando a temperatura da Terra e pondo em risco a vida de diversas espécies animais”, explica.

 

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